As Festas Juninas – por Davi de Souza
CONSIDERAÇÕES SOBRE A “FESTA DE SÃO JOÃO”
Originalmente o calendário religioso utilizado pela Igreja era uma adaptação dos calendários grego e romano, e portanto foi bastante influenciado por importantes eventos pagãos.
1. AS FESTIVIDADES RELIGIOSAS.
A partir da Idade Média, o calendário romano foi definitivamente adotado (“cristianizado”) passando a ser utilizado por toda igreja ocidental, quando foram incluídos a celebração das festas dos “santos” e dos “mártires”. Daí surgiu o atual “calendário dos santos da Igreja católica” (a Igreja Católica dedica aproximadamente 42 dias no ano a um(a) santo(a)). Vários grupos protestantes eliminaram completamente o calendário religioso, celebrando apenas alguns eventos que consideram importantes (ex: Natal).
2. DEFINIÇÃO DE ALGUNS TERMOS:
Santo: No Antigo testamento a palavra hebraica mais usada (cerca de 116 vezes) para descrever “santo” é “KADOSH”, que significa “separado”. No Novo Testamento a palavra grega para “santo” é “ÁGIOS”, que aparece 230 vezes de Mateus a Apocalipse, e significa “separados pelo Senhor como Sua possessão peculiar”.
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus…” (1 Pedro 2.9)
Na Igreja Primitiva todos os crentes eram chamados de “santos”, mesmo quando o seu caráter ainda não estava completamente formado (ex: At 9.13, 32; 26.10; Rm. 8.27; 12.13; 15.25,26).
“…segundo a vontade de Deus é que Ele (Jesus) intercede pelos santos”. (Romanos 8.27)
“Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do Corpo de Cristo”. (Efésios 4.11,12)
Canonização: Dentro do catolicismo romano este é o nome dado ao decreto que inclui uma pessoa na categoria dos “santos”, os quais são recomendados à veneração dos fiéis. A condição para que a pessoa seja “beatificada” é que já tenha falecido e que pelo menos dois de “seus milagres” tenham sido confirmados. O papa, então, proclama a canonização.
De acordo com a teologia romanista, os indivíduos canonizados acumularam um tesouro de méritos, mediante suas vidas “inculpáveis” e a prática de “boas obras”. Esses méritos em “reserva”, então, podem ser colocados à disposição de cristãos de menor envergadura, em resposta às orações feitas aos “santos”.
A palavra de Deus declara que existe apenas um Mediador e Intercessor entre Deus e os homens: Jesus Cristo.
“Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem”. (1 Timóteo 2.5)
“…o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”. (Romanos 8.34)
3. A QUESTÃO DA IDOLATRIA
Idolatria, no grego “EIDOLOLATRIA” significa: “culto aos falsos deuses” ou “adoração de ídolos”. Esta adoração pode se referir a ídolos ou imagens propriamente ditas, ou então a tudo aquilo que porventura ocupe o lugar de Deus no coração do homem. Por que Deus abomina qualquer tipo de idolatria?
- Sl 115.4-7; 1 Co 8.4 – A Bíblia afirma que o ídolo em si é apenas um pedaço de madeira, pedra, etc., esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo.
- Êx 20.3-5; Is 42.8 – O nosso Deus não divide a sua Glória com ninguém.
- Ez 14.3,4 – Note que há ídolos que levantamos em nossos corações (ex: avareza: Cl 3.5). Precisamos identificá-los e renunciar a sua força em nós.
- Dt 18.9-12; Is 8.19,20 – O ato de comungar com pessoas que já morreram ou idolatrá-las está ligado à prática do espiritismo, magia negra, leitura de sorte, feitiçaria, bruxaria, etc. Segundo as escrituras, todas estas práticas envolvem submissão e culto aos demônios, e são abomináveis ao Senhor.
OBS: a definição da Enciclopédia Britânica (BARSA) para FESTA RELIGIOSA é: Um dia consagrado à memória ou à comemoração de um evento histórico religioso.
- Dt 32.17; Sl 106.36; 1 Co 10.20,28 – Por traz de cada ídolo há demônios que estão agindo, os quais são seres sobrenaturais controlados pelo Diabo. Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios.
Ex: Alguns “santos” da Igreja Católica e sua correlação com entidades espíritas:
- Iemanjá x Senhora Aparecida.
- Xangô x São Jerônimo.
- Oxossi x São Sebastião.
- Iorí x Cosme e Damião.
4. A CELEBRAÇÃO DO “DIA DE SÃO JOÃO”
Registros históricos declaram que no século sexto, missionários foram enviados para o norte da Europa para juntar pagãos ao grupo romano. Eles descobriram que o dia 24 de junho era muito popular entre esses povos, pois era quando ocorria o solstício de verão (solstício: época em que o sol afasta-se o máximo possível da linha do equador). Procuraram, então, cristianizar este dia, mas como? Por esse tempo o 25 de dezembro havia sido adotado pela igreja romanista como o natalício de Cristo. Desde que 24 de junho era aproximadamente seis meses antes de 25 de dezembro, por que não chamar este o natalício de João Batista? João nasceu, devemos lembrar, seis meses antes de Jesus (Lc. 1:26,36). Assim sendo, o dia 24 de junho passou a ser conhecido no calendário papal como sendo o Dia de São João.
Na Bretanha (Inglaterra), antes da entrada do cristianismo, o 24 de junho era celebrado pelos druidas com fogos de artifícios em honra ao deus Baal. Quando este dia tornou-se dedicado a São João, os fogos sagrados também foram adotados e tornaram-se “as fogueiras de São João”!
Ainda hoje o dia 24 de junho é largamente celebrado na Escandinávia, na Alemanha e na Finlândia com fogueiras pagãs. A história relata que até o século passado os camponeses da Finlândia praticavam encantamentos mágicos durante o solstício de verão, a fim de obterem maior fertilidade nos animais.
No Brasil as “festas juninas” são realizadas em todo o país no mês de junho (daí o nome “juninas”, e culminam no Dia de São João). O principal momento da festa é a quadrilha, em que vários casais vestidos de caipira encenam uma cerimônia de casamento (que normalmente não acontece).
CONCLUSÃO:
1. NÃO PODEMOS AGIR COMO IGNORANTES (Ingênuos, imprudentes, néscios) – Ef 6.2; Ef 5.15; 2 Co 2.11; Ef 4.27
2. SE TEMOS O CONHECIMENTO DE QUE ALGO É CONSAGRADO A ÍDOLOS, DEVEMOS NOS ABSTER – 1 Co 10.27,28; 2 Co 6.14-17; Ef 5.11
3. TEMOS A RESPONSABILIDADE DE ENSINAR NOSSOS FILHOS A SE POSICIONAREM – Não podemos transferir para a Igreja a responsabilidade que é nossa – Dt 6.3-9; Pv 22.6
4. PRECISAMOS FUGIR DE TODA A APARÊNCIA DO MAL – 1 Co 10.23-33; Pv 6.28
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Davi de Sousa é pastor da Comunidade Nova Aliança em Londrina/PR desde 1998 e um dos integrantes da Equipe Apostólica do MFI-Brasil. É casado com Mônica e tem 3 filhos: Pedro, Ana e André.
Extraído do site: www.orvalho.com
Uma questão de nascimento
Por Rodrigo Arrais
A.W Tozer fala da questão do nascimento e da cidadania celestial de uma maneira esclarecedora e muito inteligente no seu livro “Homem, a habitação de Deus”. Explica que, no que diz respeito a difícil classificação dos seres humanos, se quisermos de fato pensar como Deus, só existem dois tipos de pessoas: Os nascidos uma vez e os nascidos duas vezes.
Ao ser inquirido por Nicodemos, Jesus fala sobre isso dizendo:
“ Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer de novo , não pode ver o reino de Deus ” (João 3:3)
E continua explicando:
“O que é nascido da carne, é carne, mas o que é nascido do Espírito, é espírito.”(v. 6)
Aquele que nasceu uma vez conhece um reino material onde tudo pode ser visto, experimentado pelos cinco sentidos e racionalizado. Ele vive em um nível de existência que todas as criaturas experimentam. Vivem, comem, morrem. Os nascidos da carne são simplesmente carnais. Uma existência limitada à ela nunca provará de Deus. Já os nascidos duas vezes experimentam algo diferente, que não pode ser racionalizado e que lhes dá a certeza de que, uma vez tendo nascido pela segunda vez no Espírito de Deus, não pertencem mais a esse mundo. Nascer de Novo é uma experiência espiritual que muda nosso lugar no Universo. Transforma-nos em cidadãos de um outro Reino onde passamos a habitar imediatamente. O que é nascer de novo? É aceitar Jesus como Senhor e Salvador da nossa vida e entrar em aliança com ele. A partir deste momento passamos a ser cidadãos do seu Reino. Parece simples, não é? Na verdade este segundo nascimento envolve coisas complexas. A mudança de Reino é uma mudança de vida, cultura, comportamento, enfim, uma diferença total nos nossos padrões de pensamento.
O Reino do Espírito nunca funcionará pelas leis do Reino da carne. Quando somos introduzidos nele através do novo nascimento percebemos que coisas começam a mudar dentro do nosso coração. Começamos a ser regidos por um outro código de comportamento. Pude entender isto rapidamente logo após meu novo nascimento. Sendo filho de pastor, passei por várias fases e andei durante algum tempo longe do Senhor. Mas, graças a Deus, em um poderoso culto em um de nossos retiros de carnaval, Deus se revelou a mim. Foi algo grandioso e marcou o começo da minha verdadeira mudança de vida. Posso dizer que não lembro o dia, nem como, fui à frente da igreja pela primeira vez, aceitar a Jesus quando era criança. Eu e o meu irmão mais novo tínhamos competições de quem ia a frente receber Jesus mais vezes! No entanto, se você me perguntar sobre aquela noite em que fui tocado pela presença manifesta de Deus, posso contar todos os pequenos detalhes. Depois daquela noite algo mudou dentro de mim. Verdadeiramente, nasci de novo e, no espírito, comecei a fazer parte de um outro Reino.
Você quer saber as conseqüências daquela experiência na minha vida? Bem, a primeira foi que comecei a prestar atenção em coisas que nunca tinham me incomodado e sentir-me arrependido em relação a elas. Coisas que antes nem notava que estava fazendo, como colar respostas da prova dos colegas ou pequenas mentiras em casa, estavam agora pesando em meu coração. Meu coração entendia que agora as coisas não funcionavam do mesmo jeito para mim. Eu havia nascido para outro Reino e meus valores deveriam ser outros.
Nossa igreja recebe muitos novos convertidos todas as semanas. Nas reuniões de discipulado, quando tenho a oportunidade de gastar algum tempo com eles, gosto de fazer esta pergunta: “ Quantos de vocês, quando praticam coisas que hoje sabem serem pecado, mas que antes nem mesmo percebiam estar fazendo, sentem algo diferente nos seus corações, como um lembrete ou um aviso? ” É maravilhoso ver toda a turma, cheia de pessoas que há poucos dias aceitaram a Jesus, levantando suas mãos. É aí que digo: “ Este é o Espírito Santo avisando vocês de que agora as regras mudaram ”.
“Não podemos andar com Jesus e viver guiados pelas regras deste mundo. Uma diferença de padrões morais deve existir entre os que nasceram uma vez e os que nasceram duas vezes. Estilos de vida opostos precisam ser claramente discernidos entre os que nasceram do Espírito e os que nasceram da Carne. Sem isso, o mundo ficará confuso”.
Nunca a igreja precisou ser tão lembrada de que não pertence a este mundo como hoje. O meio cristão está poluído. Algumas igrejas, levadas pelo enganoso desejo de agradar as massas, esqueceram-se de que estão na terra a fim de desagradar. Deixe-me explicar: a igreja deveria ser o completo oposto do mundo, o reflexo de um Deus Santo . Sendo assim, se alguém quisesse ver a Glória de Deus e um estilo de vida diferente, bastava-lhe contemplar a igreja de Cristo na terra e ela seria Sal e Luz. Ao invés disso, a igreja de Jesus olha para o mundo em busca de estratégias para o alcance de pessoas e publicidade. O mundo Gospel, na verdade, traz para a igreja, o pensamento de que: “As pessoas lá fora precisam ver que nós, os crentes em Cristo Jesus , não somos assim tão diferentes deles ”. Caros leitores, são de pensamentos assim que nasce o show de aberrações da mídia cristã. Nasce também uma geração de jovens sem identidade, uma igreja fraca e sem vida, pastores e cantores desejando a glória deste mundo. Apelando para o anseio de todo ser humano de sentir-se “incluído”, estas coisas levam o mundo para dentro da igreja e Deus para fora dela.
Não queremos desagradar. O desejo de ser aceita na comunidade já levou diversas igrejas a abrir mão do avivamento. Pastores mudaram o tom de suas pregações para agradar pessoas importantes nas suas congregações, o jovem cristão começou a “ficar” para não parecer diferente de seus amigos na escola e o medo da crítica continua a levar milhões de cristãos nominais para o inferno todos os anos. Não há como viver nesta terra, no verdadeiro poder do Espírito Santo, sem desagradar o espírito deste mundo. Assim como existem duas classes de homens, existem dois espíritos: O espírito que opera nos filhos da desobediência, como escrito em Efésios 2:2, e o Espírito Santo de Deus. Eles nunca poderão entrar em acordo.
“O moderno esforço para fazer as pazes entre estes dois espíritos não é apenas fútil, mas contrário às leis morais do Universo”. (A. W Tozer )
A bíblia diz:
“Mas, como então o que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o Espírito, assim é agora” (Gl 4:29)
E ainda:
“O Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece. Mas vós o conheceis, pois habita convosco, e estará em vós” (Jo 14:17)
O mundo não pode receber do Espírito de Deus e persegue tudo o que diz respeito a ele. A causa principal para a perseguição talvez seja o fato de que, o nascido uma vez, nunca conseguirá compreender as coisas do Espírito.
“Ora, o homem natural não pode compreender as coisas do Espírito de Deus, pois lhe parecem loucura, e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” ( 1 Co 2:14)
O homem carnal não somente desprezará o que não entende como também fará de tudo para acabar com isso. Sendo assim, fica claro que não há como evitar o choque, se é que verdadeiramente vamos viver de acordo com nosso chamado. A guerra é inevitável em um Universo onde Espíritos tão opostos habitam o mesmo espaço. Como filhos de Deus cheios do Espírito Santo, não podemos permitir que o Espírito que opera a desobediência influencie nossos corações. Na verdade, devemos lutar para chocar o mundo, brilhando com toda força a glória do nosso Senhor. Sendo amorosos, verdadeiros, puros e nunca abrindo mãos dos nossos valores é que mostraremos a verdade do Evangelho. Não devemos aceitar que os costumes de uma sociedade nascida dos lombos de Adão influenciem a vida de uma comunidade nascida do Espírito Santo. Entre importar uma cultura mundana, prefiro exportar uma cultura bíblica. E você?
Somos peregrinos frutos de um segundo nascimento, no Espírito. Andaremos sempre nesta terra como um povo estranho aos seus costumes porque, se não for assim, deixaremos de ser peregrinos e construiremos nossas casas neste lugar. Quem faz isso abre mão de uma casa que Jesus prometeu construir nos céus. Escolhendo viver na terra, o peregrino deixa o caminho e esquece o propósito da jornada. Ele precisa ter um coração com um foco somente: completar a jornada, finalizar a carreira. Se ele já sabe claramente que é de outro Reino e compartilha de outro Espírito, não negociará sua fé, e caminhará decidido para a vitória que o espera logo em frente. O coração do peregrino é o lugar onde se guardam as esperanças do destino final em Jesus.
Rodrigo Arrais
altocaminho.wordpress.com
Onde está o seu coração?
Por Fred Arrais
Nós como lideres precisamos estar sempre nos fazendo esta pergunta: “Onde esta o meu coração?”
Já disse Jesus que onde estiver o seu tesouro ai estará seu coração (Mt 6:21). Então fica claro no mundo corrompido e superficial em que vivemos que é de grande importância sempre olhar para dentro, para o homem interior e vigiar para que nossos corações estejam enterrados em um terreno celeste e firmes na Rocha Eterna.
Em 2 crônicas 25:1-2 podemos observar que não adianta apenas ser ativo e produzir bastante, mas acima de tudo agir e produzir com inteireza de coração.
Deus deseja que você coloque o seu coração naquilo que você faz para ele. Amazias fez muito, mas colocou pouco de seu coração naquilo que fez.
O que importa pra Deus é onde você tem colocado o seu coração e quais os motivos que te levam a estar com ele. Como na época pela qual Jesus passou aqui na terra, hoje muitos querem apenas uma posição ao lado de alguém que chama atenção, outros querem se aproveitar do momento tentando receber algo, outros estão no meio de tudo sem nem saber o porquê.
Mas quem realmente quer andar ao lado de Jesus e ficar ao seu lado na
Cruz?(Jo 19:26-27) e se expor sem medo como verdadeiro Cristão?!
Como eu já disse em outras oportunidades, nossos corações são provados em momentos difíceis, se você parar para observar os momentos em que mais aprendemos a nos achegar a Deus são os momentos difíceis. (leia o livro de Daniel e comprove).
Quando Jesus falava sobre coração, na verdade queria falar sobre nossa vida, caráter, personalidade, corpo, mente e emoções. Na verdade a imagem exterior pouco representa o seu coração. Um bom exemplo disto são pessoas que encontro na igreja com grandes sorrisos amarelos aparentando estar contentes, mas quando vamos conversar e ouvir aquela pessoa muitas vezes está em depressão, sofrendo, doente e infeliz, dentro da Casa de Deus.
Às vezes ficamos nos perguntando por que alguma coisa não tem dado certo em nossas vidas, a razão é que você tem colocado seu coração e preocupação nas coisas da vida exterior (aparências) e não no homem interior. O apóstolo
Paulo disse que todas as nossas obras passarão pelo fogo e serão provadas, creio que estamos chegando há um tempo assim onde Deus esta provando com seu fogo cada cristão. Gostaria de te encorajar a passar pelo fogo de Deus pois você sairá mais “puro e brilhando a Glória de Dele”.
Nós, seres humanos, temos 2 tipos de coração: um espiritual e um físico, os dois interligados. No físico, o coração é o órgão central e mais importante, e no espírito creio que nosso coração é o aspecto mais importante do corpo espiritual.
Meu amigo (a), se existe algo que deve estar nas mãos de Deus deve ser seu coração. Creio que não há melhor presente ao nosso salvador do que nossos corações derramados em sua presença e vontade.
O ministério do Pr. Fred Arrais adverte:
Cuide do seu coração, o direcione sempre ao trono do Todo-poderoso e beba muito do vinho novo do Senhor.
Pr Fred Arrais
Rede Mais que Canções
www.fredarrais.com.br
Deus tem um plano
“Pois eu sei os planos que tenho para vós, diz o Senhor, planos de paz, e não de mal, para vos dar uma esperança e um futuro.” Jeremias 29:11
Eu quero meditar com você sobre o plano de Deus para nossas vidas. No livro de Jeremias, capítulo 29, nós podemos ler uma carta os cativos de Israel, ao povo que estava no exílio, transportado de Jerusalém para a Babilônia. Deus fala ao povo, dá ordens e aconselha o povo a procurar a paz e a prosperidade da cidade. Deus explica claramente ao povo que eles estarão ali por um determinado tempo (v. 10) e que Ele cumprirá a sua boa palavra. Sim, Ele cumprirá as suas promessas, pois Ele tem um plano.
Sabe, essa palavra fala fundo ao meu coração hoje. Nós podemos perceber que Deus tem um plano para Israel e tem um plano para cada um de nós. Nada em nossas vidas acontece por acaso. Tudo está no controle do nosso poderoso Deus. Podemos confiar no seu amor e cuidado.
Podemos descansar no Senhor sabendo que seus planos se cumprirão. O que Ele tem nos prometido, Ele o fará e não existe e não existe nenhum poder que o possa resistir. Aleluia! Eu me alegro no meu Deus. Ele é poderoso e tão fiel! Sua palavra nos garantir isso. Podemos ler em Isaias 46:8-11 o seguinte:
“Lembrai-vos disto e tende ânimo; tomai-o a sério, ó prevaricadores. Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade; que chamo a ave de rapina desde o Oriente e de uma terra longínqua, o homem do meu conselho. Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei.”
Deus diz: O que eu disse, eu o cumprirei, firmei o plano, e o executarei. Glória a Deus! Você pode vibrar com essa palavra? Aleluia, sim eu posso. Ele tem planos de paz, de restauração em sua vida. Ele tem um plano, podemos confiar nEle. Novamente em Isaias 14:27, a palavra de Deus diz: “Pois o Senhor dos Exércitos o determinou, e quem o invalidará? A sua mão está estendida, e quem a fará voltar atrás?”
Ninguém, nada pode impedir Deus de agir. O que Ele tem determinado para mim e para você vai se cumprir. Precisamos receber sabedoria e entendimento porque muitas vezes queremos ver o agir de Deus acontecer muito depressa, rápido e ficamos muito impacientes, mas lendo a palavra de Deus recebemos luz e percebemos que Deus tem um tempo determinado para agir. Precisamos ser paciente e esperar pelo seu tempo. Em Habacuque 2:3 diz: “porque a visão é ainda para o tempo determinado e até o fim falará e não mentirá. Se tardar, espera-o porque certamente virá, não tardará.”
Querido irmão, precisamos crescer em confiança no Senhor. Confiar cada dia mais no Senhor. Confiar cada dia mais Nele, sabendo que cada um de seus planos, propósitos e desígnios estão firmes . No salmo 22:3, 4 e 5 está escrito: “Contudo, tu é o Santo, entronizado entre os louvores de Israel. Em ti confiaram meus pais; confiaram e tu os livraste. A ti clamaram e foram salvos.” Sim, os que confiam no Senhor jamais serão confundidos.
Nosso Deus está chamando. Há um chamado para mais perto. É tempo para buscar o Senhor de todo seu coração. Leia amigo este texto de Jeremias 50:4-7:
“Naqueles dias, naquele tempo, diz o Senhor, voltarão os filhos de Israel, eles e os filhos de Judá juntamente; andando e chorando, virão e buscarão ao Senhor, seu Deus. Perguntarão pelo caminho de Sião, de rostos voltados para lá, e dirão: Vinde, e unamo-nos ao Senhor, em aliança eterna que jamais será esquecida. O meu povo tem sido ovelhas perdidas; seus pastores as fizeram errar e as deixaram desviar para os montes; do monte passaram ao outeiro, esqueceram-se do lugar do seu repouso. Todos os que as acharam as devoraram; e os seus adversários diziam: Culpa nenhuma teremos; porque pecaram contra o Senhor, a morada da justiça, e contra a esperança de seus pais, o SENHOR.”
Fala de um povo que está buscando e a cerca do caminho de Sião perguntando: Onde encontrar o nosso Deus? Ovelhas perdidas foram este povo, andaram montanhas e colinas, e se esqueceram do lugar do seu repouso. Qual é o lugar do seu refúgio? O salmo 91:1 diz: “O que habita no esconderijo do Altíssimo a sombra do onipotente descansará”. Jesus Cristo de Nazaré, nosso refúgio e torre alta é o lugar do nosso repouso.
Então, assim que quero encorajar você a obedecer à palavra de Deus e entregar seu caminho ao Senhor. No salmo 37:5 diz: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e Ele tudo fará”.
Entregue seu caminho, seus planos e todos os desejos do seu coração. Entregue tudo a Ele. Confie nEle, Ele é bom e sabe o que é melhor para você.
Eu vou terminar deixando para você a palavra do Senhor em provérbios 16:1-3:
“O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor. Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito. Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos.”
Deus te abençoe muito.
Meu abraço,
Pra Margareth Rose
Igreja Batista do Angelim
mrosearanha@yahoo.com.br
Obediência Total – por Luciano Subirá
Por Luciano Subirá
Orvalho.com
Eu fico impressionado com a atual geração de crentes. Creio que nunca tivemos tanto conhecimento bíblico, tantas informações, e tanta revelação das Escrituras. Entretanto, como disse certo pregador, “temos nos tornado numa geração de crentes ‘cabeções’; a cabeça cheia de teoria desenvolveu-se, mas o corpo limitado a tão pouca prática da Palavra atrofiou-se!”
Precisamos entender o que Deus espera de nós. Não estou falando contrariamente ao ensino que tem sido oferecido à nossa geração, pois creio que é um privilégio recebermos o que temos recebido. Eu aguardo o dia em que se cumprirá a palavra divina, segundo a qual, assim como as águas cobrem o mar, assim também toda a terra se encherá do conhecimento da glória de Deus! Quanto mais intensamente a Palavra de Deus for pregada e ensinada, melhor! O nosso erro não está em recebermos os ensinos, mas em não fazermos o que deveria ser feito com relação ao que temos recebido nesses ensinos!
“Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” – Lucas 6.46
Observe que a nossa confissão de Jesus Cristo como Senhor das nossas vidas é a essência do nosso recebimento da salvação pela fé (Rm 10.9,10). Não O chamamos de “Senhor” como um mero título! É este reconhecimento do senhorio de Cristo, o ato de nos rendermos ao Seu governo sobre as nossas vidas, que nos introduz no Reino de Deus! A palavra “senhor” significa “amo”, “dono”. Para nós hoje, que não vivenciamos a realidade da escravatura, este significado pode ser diferente, mas os discípulos de Jesus e todas as demais pessoas dessa época conheciam bem este termo! Portanto, todos sabiam que o reconhecimento de Jesus como “Senhor” significava a decisão de obedecê-Lo!
CHAMADOS À OBEDIÊNCIA
Desde a primeira vez em que foi proclamada, a fé em Cristo traz consigo o sentido da obediência. Por isso nos deparamos com a indagação (e indignação) do Senhor Jesus: “Por que não fazeis aquilo que eu mando?” (Lc 6.46). Se O reconhecemos como “Senhor”, então devemos obediência a Ele, e ponto final! Foi para isto que fomos chamados:
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos.” – Mateus 28.19,20
Jesus ordenou que a Sua Igreja guardasse os Seus ensinos e também reproduzisse esta visão de obediência nas próximas gerações de discípulos. Ele esperava que cada um dos discípulos (que seriam feitos nas nações) entendesse que a responsabilidade de cada um deles seria guardar (obedecer, praticar) o que Ele ensinou.
O que caracteriza um discípulo de Cristo é a sua obediência ao Seu ensino. O ministério de ensino é importantíssimo e foi ordenado pelo próprio Cristo, mas deve levar as pessoas à prática!
O apóstolo Paulo se referiu à fé como um ato de obediência em dois textos bíblicos distintos:
“Por intermédio de quem viemos a receber graça e o apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé entre todos os gentios.” – Romanos 1.5
“E que agora se tornou manifesto, e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus eterno, para a obediência por fé, entre todas as nações.” – Romanos 16.26
Fomos chamados à obediência pela fé! Esta deve ser a forma de caminhar de todo cristão! Escrevendo aos efésios, Paulo menciona a condição anterior à nossa conversão, e, para descrever a forma como vivíamos, ele usa o termo “filhos da desobediência”:
“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais.” – Efésios 2.1-3
Esta era a nossa condição antes de nascermos de novo. Era um problema da nossa natureza! Estávamos escravizados pela vontade da carne e andávamos segundo o curso do mundo. E, salientando algo mais grave ainda, a Bíblia diz que andávamos “segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência”! Em outras palavras, éramos diretamente influenciados por um espírito maligno!
Isto deveria fazer com que refletíssemos melhor! Poderíamos esperar então que a correta terminologia a ser empregada com relação aos crentes em Cristo seria a de chamá-los de “filhos da obediência”! É o termo que deveria ser aplicado a nós! Contudo, eu pergunto: “Será que a maioria dos cristãos de hoje reflete este espírito de submissão e obediência a Deus e à Sua Palavra?” Infelizmente devemos admitir que não! Nunca vimos a fé evangélica propagando-se em nossa nação como atualmente. Milhares de brasileiros se convertem todos os dias, graças a Deus! Entretanto, este é um momento muito sensível à formação de toda uma nova geração de discípulos! Assim sendo, os líderes devem ser muito enfáticos no sentido de chamarem as pessoas de volta a um compromisso de obediência total ao Senhor!
O nosso problema não é apenas a desobediência, mas também a religiosidade que nos cega e nos leva a fingirmos a obediência. Eu acho que é impressionante, não somente a nossa rebeldia (porque é assim que a nossa desobediência deve ser chamada), mas também a nossa capacidade de fingirmos a obediência quando ela não estiver presente!
A OBEDIÊNCIA “APARENTE” É DESOBEDIÊNCIA
À semelhança dos fariseus dos dias de Jesus, nós também pecamos hoje pela nossa religiosidade. Aprendemos a falar e a nos comportar com ares de bons cristãos, e, com isso, encobrimos a nossa desobediência. O Senhor Jesus contou uma parábola que denuncia este nosso comportamento com exatidão:
“E que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha. Ele respondeu. Sim, senhor, porém não foi. Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. Mas este respondeu: Não quero; depois, arrependido, foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram: O segundo. Declarou-lhes Jesus: Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus. Porque João veio a vós outros no caminho da justiça, e não acreditastes nele; ao passo que publicanos e meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo isto, não vos arrependestes, afinal, para acreditardes nele.” – Mateus 21.28-32
Com relação a estes dois filhos, quem demonstrou ser obediente? Aparentemente foi o primeiro, que respondeu afirmativamente ao chamado do pai. Porém, na prática, o filho obediente foi o segundo. Ainda que a princípio ele tenha se rebelado e dito que não faria o que o pai havia pedido, depois, arrependido, foi e obedeceu. Jesus compara estes dois filhos a dois grupos de pessoas: os fariseus (o grupo religioso mais severo dentro do judaísmo) e os pecadores (os coletores de impostos e as prostitutas, que recebiam os piores rótulos sociais e espirituais naqueles dias), e conclui dizendo que este último grupo entraria no Reino de Deus antes do primeiro grupo, dos fariseus, que eram os beatos e carolas daquela época!
Concluímos assim que não adianta passarmos horas a fio, sentados na igreja, ouvindo a Palavra de Deus, agindo como quem diz “sim” a tudo o que o nosso Pai Celestial nos ordena que façamos, se, depois, não obedecermos e não fizermos essas coisas! A aparência de obediência não está entre os pecadores, e sim entre os cristãos! No entanto, a obediência verdadeira nem sempre está conosco!
A Igreja dos nossos dias é como o primeiro filho. Preocupa-se com a aparência e com o conceito dado pelos outros, e, assim sendo, sempre responde “sim” às ordens do Pai, mas nem sempre faz o que disse que faria! Não basta termos uma aparência de religiosidade! Precisamos praticar a Palavra!
“Tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla num espelho o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência. Mas aquele que considera atentamente na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.” – Tiago 1.22-25
Note que a Bíblia diz que a pessoa que não pratica a Palavra engana a si mesma! Ela não está enganando outras pessoas, e tampouco a Deus! Está enganando a si mesma! Muitos acreditam que, pelo fato de terem uma “aparência de santidade” ao frequentarem os cultos ou ao estudarem a Bíblia sozinhos, alcançarão um lugar de aprovação em Deus, mas isto não é verdade! A única coisa que legitima a nossa entrada no Reino de Deus é o reconhecimento do senhorio de Jesus, o qual, por sua vez, somente se evidencia através da nossa obediência e sujeição total a Cristo!
O fato de alguém meramente ouvir a Palavra de Deus aparentemente autentica a sua religiosidade, mas é a prática da Palavra que autentica a obediência em sua vida como cristão. Há também o aspecto do resultado provado por cada um. Tiago fala do “ouvinte negligente” e do “operoso praticante”, mas deixa claro que o abençoado na história é o que ouviu, aprendeu, e perseverou em obedecer aos mandamentos do Senhor!
Alguns não se posicionam para obedecerem! Eles acham que o fato de usarem uma “capa de cristianismo” é o suficiente! São os que, como eu já afirmei, praticam a “aparência da obediência”. Contudo, há outros que vão além da aparência e manifestam uma obediência incompleta. Por obedecerem em algumas áreas, agem como se estivessem escusados de obedecerem em outras! Assim sendo, justificam-se, relativizando a obediência! Os fariseus foram acusados por Jesus de se comportarem desta maneira:
“Interpelaram-no os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos de conformidade com a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos por lavar? Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens. E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição. Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte. Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor, então, o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe, invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes.” – Marcos 7.5-13
Observe a afirmação que o Senhor Jesus fez aos fariseus: “Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.” A palavra que foi traduzida por “jeitosamente” é “kalos”, que, de acordo com a Concordância de Strong, possui vários significados: “belamente, finamente, de forma a não deixar espaço para reclamação, de forma honrosa ou recomendável.” Isto mostra uma desobediência velada, com aparência de obediência! Muitas vezes fazemos o mesmo. Pregamos contra o roubo, mas sonegamos os impostos! Contudo, damos mil explicações para convencermos a nós mesmos e até mesmo aos outros! Pregamos contra o adultério e a imoralidade, mas conseguimos nos divertir com filmes com estas práticas! No entanto, temos sempre uma boa “explicação”, um “kalos”, uma forma jeitosa de mascararmos a nossa desobediência!
A OBEDIÊNCIA “PARCIAL” É DESOBEDIÊNCIA
A relativização da obediência e o cumprimento meramente parcial dos mandamentos de Deus é uma forma velada da prática da desobediência! A aparência e a parcialidade levam à desobediência. Algumas pessoas vivem a aparência; outras, porém, a parcialidade! Outras, ainda, conseguem tropeçar em ambas as coisas! O rei Saul é um exemplo da pessoa que soma a aparência com a parcialidade e acaba nos mostrando as consequências desastrosas desta escolha. Ele já havia falhado e desobedecido antes (1 Sm 13.8-14), mas manteve a sua mesma postura errada de querer agradar mais ao povo do que a Deus. Ele era alguém que se preocupava demasiadamente com o conceito que os outros teriam a respeito dele e acabava se esquecendo do conceito que ele teria diante de Deus!
Numa outra ocasião, Saul recebeu uma ordem direta do Senhor:
“Disse Samuel a Saul: Enviou-me o Senhor a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel; atenta, pois, agora às palavras do Senhor. Assim diz o Senhor dos exércitos: Castigarei a Amaleque pelo que fez a Israel; ter-se oposto a Israel no caminho, quando este subia do Egito. Vai, pois, agora e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver; nada lhe poupes, porém matarás homem e mulher, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos.” – 1 Samuel 15.1-3
A ordem divina era muito específica e fácil de se compreender. Contudo, uma vez mais, Saul não obedeceu ao que lhe havia sido ordenado:
“Então feriu Saul os amalequitas desde Havilá até chegar a Sur, que está defronte do Egito. Tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas; porém a todo o povo destruiu ao fio da espada. E Saul e o povo pouparam a Agague, e o melhor das ovelhas e dos bois, e os animais gordos e os cordeiros e o melhor que havia, e não os quiseram destruir totalmente; porém a toda coisa vil e desprezível destruíram.” – 1 Samuel 15.7-9
Esta foi uma desobediência direta ao mandamento do Senhor. E foi exatamente assim que Deus enxergou o ocorrido e declarou a Sua sentença:
“Então, veio a palavra do Senhor a Samuel, dizendo: Arrependo-me de haver posto a Saul como rei; porquanto deixou de me seguir e não executou as minhas palavras. Então, Samuel se contristou e toda a noite clamou ao Senhor.” – 1 Samuel 15.10,11
Saul poderia dar a explicação que quisesse, mas Deus disse que ele havia deixado de seguí-Lo e que ele não havia obedecido às Suas palavras! Alguns acham que basta obedecermos a muitos mandamentos do Senhor para agradá-Lo, mas Deus não espera uma obediência parcial, e sim total! Imagine os noivos, no momento da cerimônia nupcial, fazendo um juramento de fidelidade para a maior parte do tempo! Por mais que se amassem, não gostariam disso! Deus também não quer que sejamos obedientes a muitos mandamentos, mas a todos! Ele não espera que sejamos fiéis na maior parte do tempo, mas que o sejamos em todo o tempo!
Muitas vezes agimos com uma certa “psicologia de compensação”. Deduzimos que por sermos obedientes em muitas coisas que o Senhor nos pede, então temos “o direito” de falharmos em algumas outras “coisinhas”! Entretanto, a desobediência praticada em qualquer área das nossas vidas anula a obediência que sustentamos em outras! É isso mesmo! Ou alguém é totalmente obediente, ou é desobediente, pois não há obediência parcial! Tiago escreveu o seguinte sobre isso:
“Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos. Porquanto aquele que disse: Não adulterarás, também ordenou: Não matarás. Ora, se não adulteras, porém, matas, vens a ser transgressor da lei.” – Tiago 2.10,11
Observe que quem guardasse a maioria dos mandamentos, mas tropeçasse num só deles, estaria quebrando toda a Lei, até mesmo os mandamentos que havia obedecido!
Não temos o direito de escolhermos não perdoar alguém somente porque obedecemos a maioria dos mandamentos da Bíblia. Não temos o direito de negarmos o perdão a uma única pessoa somente porque já perdoamos muitas outras que nos ofenderam ao longo das nossas vidas. Muitos em nossos dias estão tentando devotar uma obediência parcial à Palavra de Deus. Não temos o direito de não dizimarmos somente porque já ofertamos! O mesmo Deus que nos ordenou que fizéssemos uma coisa também nos ordenou que fizéssemos a outra!
É hora de considerarmos melhor estas questões e consertarmos o que precisa de conserto em nossas vidas. Sonde o seu coração em oração. Medite nestes textos e princípios, e assuma uma nova postura de obediência.
O ORGULHO DA OBEDIÊNCIA
Por que praticamos esta obediência aparente e parcial? Por que não enxergamos o que fazemos de errado? Creio que muitas vezes nos orgulhamos tanto da nossa obediência que até permitimos ficar cegos para outras questões. Observe o que ocorreu com o apóstolo Pedro:
“E, no dia seguinte, indo eles seu caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta. E, tendo fome, quis comer; e, enquanto lhe preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentidos, e viu o céu aberto e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, vindo para a terra, no qual havia de todos os animais quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu. E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro! Mata e come. Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda. E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou. E aconteceu isto por três vezes; e o vaso tornou a recolher-se no céu.” – Atos 10.9-16
Deus deu uma visão ao apóstolo e mandou que ele matasse e comesse alguns animais. Pedro reconheceu que era o próprio Deus falando com ele, mas respondeu: “De modo nenhum, Senhor.” E a razão pela qual ele não obedeceu a essa ordem de Deus foi justamente o seu histórico de obediência ao mandamento da Lei que proibia o contato com esses animais! Até aí não é difícil entendermos a Pedro. Não sabemos se ele chegou a imaginar que talvez ele estivesse sendo testado. Entretanto, Deus lhe disse claramente para não considerar imundo o que o Senhor havia purificado. Mesmo assim, Pedro negou-se a obedecer a esta ordem mais duas vezes seguidas!
O orgulho da nossa obediência (ou da que achamos que temos) pode nos levar a agirmos cegamente e a tropeçarmos em outros princípios. Veja uma outra ilustração bíblica:
“E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo, a orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.” – Lucas 18.9-14
A religiosidade é algo terrível! Eu a defino como o orgulho da obediência. Contudo, este orgulho nos cega e faz com que desobedeçamos em outras áreas. Aquele fariseu errava ao confiar em si mesmo. Errava ao desprezar os outros. E não enxergava os seus próprios tropeços!
Creio que Deus quer restaurar o nosso entendimento e a nossa prática da obediência total a Ele. Isto, porém, deve acontecer, sem que nos tornemos propensos ao orgulho! É por isso que precisamos entender que a nossa obediência ao Senhor não significa que estejamos fazendo favor algum a Ele! Estamos apenas cumprindo a nossa obrigação! Eu gostaria de concluir, chamando a sua atenção ao seguinte: Obedecer é fazer apenas o que deveria ser feito! Não somos melhores por isto, pois o próprio Jesus nos ensinou:
“E qual de vós terá um servo a lavrar ou a apascentar gado, a quem, voltando ele do campo, diga: Chega-te e assenta-te à mesa? E não lhe diga antes: Prepara-me a ceia, e cinge-te, e serve-me, até que tenha comido e bebido, e depois comerás e beberás tu? Porventura, dá graças ao tal servo, porque fez o que lhe foi mandado? Creio que não. Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.” – Lucas 17.7-10
Que o Senhor nos ajude a vivermos em obediência total, pois esta é uma característica dos que amam a Deus:
“Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados.” – 1 João 5.3 (NVI)


