Geração Eleita
Chamamos geração á um grupo de pessoas que são contemporâneas, ou seja, que vivem no mesmo período de tempo e compartilham dos mesmos acontecimentos históricos e da cultura própria do seu tempo. Assim temos a geração da década de 60, 70, 80, 90. Eu mesmo sou da recente década de oitenta. Lembro dos programas matinais da Xuxa, do Atari, da novela mexicana carrossel e gosto até hoje do Chaves. Se você nasceu nos anos oitenta também deve lembrar destas e de outras coisas características da nossa geração. Uma geração sucede a outra e tem sido assim desde o começo do mundo. Quando Deus coloca no homem o processo natural de envelhecimento, ele também inventa as gerações.
“Uma geração é aquilo que “gera a ação de um tempo”.
Os pais morrem e deixam seus filhos para que sejam pais e depois morram como eles, dando inicio assim a um ciclo sem fim. Assisti a algumas filmagens feitas no festival de rock de Woodstock na década de 60 e vi como era engraçada aquela geração que rolava na lama e dormia em céu aberto para ouvir Janis Joplin e Jimi Hendrix tocar. As causas do movimento hippie eram a paz mundial, sexo livre, drogas a vontade e muito rock’nd roll. Milhares de pessoas entraram de cabeça neste movimento cultural e criaram comunidades alternativas em todo o mundo. Influências chegaram ao Brasil e criaram novos estilos de música e comportamento. Conheço pessoas que fizeram parte daquela geração e hoje, com os seus sessenta e tantos anos, arrependem-se de terem gasto sua juventude naquele movimento. Sim, porque na verdade, a maioria da juventude hippie foi desperdiçada em uma vida nas drogas. Seus maiores heróis morreram de overdose ou Aids. O ponto é que, no mudar de gerações, costumes mudam e o foco de interesse da juventude é transformado.
O apóstolo Pedro nos chama de geração eleita. Mas eleita para que? Sabemos que as profecias do Messias já existiam desde séculos antes de Jesus. Isaías profetizou sobre ele assim como muitos outros profetas e homens de Deus. Por muitas gerações, Israel esperou a revelação do plano de Deus na pessoa do Messias. A própria bíblia, através dos profetas, nos diz:
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe de Paz. Do aumento do seu governo e paz não haverá fim. Reinará sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o fortificar em retidão e justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor fará isto.” ( Isaías 9:6¨)
O profeta Isaías vê Jesus e seu Reino eterno de justiça e retidão muitos anos antes do seu nascimento. O Messias estaria sendo revelado a uma geração eleita. Não simplesmente revelado no natural, mas uma geração receberia da revelação de que ele é o nosso único caminho para Deus. Eu quero que você entenda uma coisa bem claramente:
“A geração eleita da qual Pedro nos fala é atemporal. Todos aqueles que recebem a revelação de Jesus Cristo como Senhor e Salvador das suas vidas começam a fazer parte de uma geração eterna escolhida para viver com Ele. Somos a mesma geração de João Batista, dos apóstolos e de toda a igreja primitiva que viu Jesus na terra. Sim! Somos porque bebemos da mesma fonte e recebemos das mesmas promessas. Somos parte da geração eleita”.
Meu pai faz parte de uma geração terrena. Ele nasceu em um tempo diferente do meu e, no processo de amadurecimento, experimentou da cultura de uma outra época. No entanto, no que diz respeito as coisas do Espírito, fazemos parte da mesma geração eleita por Deus. Somos geração espiritual em Cristo. Isso não quer dizer que não existam responsabilidades especiais sobre cada novo grupo de cristãos na face da terra. Não! De modo algum gostaria que você pensasse isso. Algumas pessoas gostam mesmo de descansar, abrir seus livros de história e louvar a Deus pela forma grandiosa como ele usou as antigas gerações de homens e mulheres de Deus. Enquanto fazem isso, eles criticam o que Deus quer fazer na terra hoje. Cabe a cada nova geração discernir o seu papel no tempo em que vive.
Alguns cristãos viveram no período da perseguição, lá atrás, nos primeiros dias da igreja de Jerusalém. Para aquela comunidade, o maior desafio era permanecer vivo para testemunhar o maior tempo possível de Jesus. Sua responsabilidade era grande e eles cumpriram com excelência o seu papel na terra. O livro de hebreus no capitulo 11, versículo 38, diz que “ eram homens dos quais o mundo não era digno”. Aquela geração discerniu os tempos e soube que era a estação de ser radical. Viveu até o fim e enfrentou a perseguição religiosa que matou milhares deles, mas que também derrotou o maior império dos seus dias, forçando-o a dobrar os joelhos e reconhecer o nome de Jesus. Hoje não temos perseguição religiosa no Brasil. Ao menos, não abertamente ou tão fatal quanto no tempo do Império Romano. Como geração eleita, temos o mesmo Espírito Santo e a mesma revelação. Por outro lado, nossos desafios são mais variados. Hoje, a coisa que mais causa a morte de cristãos é o mundanismo, a preguiça espiritual, a cobiça, entre outras. O império Romano caiu. O império das trevas continua trabalhando no planeta terra. Se somos geração eleita, no mesmo Espírito dos apóstolos e profetas, qual o nosso papel hoje?
Tenho um professor que gosta de inventar novas expressões. A mais nova frase que anda usando é uma que diz: “Isto é de uma clareza solar!” Eu te disse isso para mostrar qual o nosso papel no mundo: Brilhar como o sol! Resplandecer com clareza solar…
“Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, Filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo, retendo a palavra da vida, para que no dia de Cristo, possa gloriar-me de não ter corrido nem trabalhado em vão” (Filipenses 2:15-16)
Estamos ilhados por uma sociedade perversa e com seus valores mais básicos inteiramente corrompidos. Agora temos duas opções: Brilhar ou misturar-se. Se nos deixarmos diluir pela filosofia deste mundo, não resplandeceremos! Precisamos ser diferente, inculpáveis, sinceros, amorosos e brilhar; cheios da graça e da presença de Deus. Assim como aconteceu com Moisés, ao descer do monte, nossa face precisa brilhar. Não dá para esconder o brilho da sua vida quando você vive debaixo da nuvem da Glória do Senhor.
As Festas Juninas
Por: Davi de Sousa / Comunidade Nova Aliança-PR
CONSIDERAÇÕES SOBRE A “FESTA DE SÃO JOÃO”
Originalmente o calendário religioso utilizado pela Igreja era uma adaptação dos calendários grego e romano, e portanto foi bastante influenciado por importantes eventos pagãos.
1. AS FESTIVIDADES RELIGIOSAS.
A partir da Idade Média, o calendário romano foi definitivamente adotado (“cristianizado”) passando a ser utilizado por toda igreja ocidental, quando foram incluídos a celebração das festas dos “santos” e dos “mártires”. Daí surgiu o atual “calendário dos santos da Igreja católica” (a Igreja Católica dedica aproximadamente 42 dias no ano a um(a) santo(a)). Vários grupos protestantes eliminaram completamente o calendário religioso, celebrando apenas alguns eventos que consideram importantes (ex: Natal).
2. DEFINIÇÃO DE ALGUNS TERMOS:
Santo: No Antigo testamento a palavra hebraica mais usada (cerca de 116 vezes) para descrever “santo” é “KADOSH”, que significa “separado”. No Novo Testamento a palavra grega para “santo” é “ÁGIOS”, que aparece 230 vezes de Mateus a Apocalipse, e significa “separados pelo Senhor como Sua possessão peculiar”.
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus…” (1 Pedro 2.9)
Na Igreja Primitiva todos os crentes eram chamados de “santos”, mesmo quando o seu caráter ainda não estava completamente formado (ex: At 9.13, 32; 26.10; Rm. 8.27; 12.13; 15.25,26).
“…segundo a vontade de Deus é que Ele (Jesus) intercede pelos santos”. (Romanos 8.27)
“Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do Corpo de Cristo”. (Efésios 4.11,12)
Canonização: Dentro do catolicismo romano este é o nome dado ao decreto que inclui uma pessoa na categoria dos “santos”, os quais são recomendados à veneração dos fiéis. A condição para que a pessoa seja “beatificada” é que já tenha falecido e que pelo menos dois de “seus milagres” tenham sido confirmados. O papa, então, proclama a canonização.
De acordo com a teologia romanista, os indivíduos canonizados acumularam um tesouro de méritos, mediante suas vidas “inculpáveis” e a prática de “boas obras”. Esses méritos em “reserva”, então, podem ser colocados à disposição de cristãos de menor envergadura, em resposta às orações feitas aos “santos”.
A palavra de Deus declara que existe apenas um Mediador e Intercessor entre Deus e os homens: Jesus Cristo.
“Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem”. (1 Timóteo 2.5)
“…o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”. (Romanos 8.34)
3. A QUESTÃO DA IDOLATRIA
Idolatria, no grego “EIDOLOLATRIA” significa: “culto aos falsos deuses” ou “adoração de ídolos”. Esta adoração pode se referir a ídolos ou imagens propriamente ditas, ou então a tudo aquilo que porventura ocupe o lugar de Deus no coração do homem. Por que Deus abomina qualquer tipo de idolatria?
- Sl 115.4-7; 1 Co 8.4 – A Bíblia afirma que o ídolo em si é apenas um pedaço de madeira, pedra, etc., esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo.
- Êx 20.3-5; Is 42.8 – O nosso Deus não divide a sua Glória com ninguém.
- Ez 14.3,4 – Note que há ídolos que levantamos em nossos corações (ex: avareza: Cl 3.5). Precisamos identificá-los e renunciar a sua força em nós.
- Dt 18.9-12; Is 8.19,20 – O ato de comungar com pessoas que já morreram ou idolatrá-las está ligado à prática do espiritismo, magia negra, leitura de sorte, feitiçaria, bruxaria, etc. Segundo as escrituras, todas estas práticas envolvem submissão e culto aos demônios, e são abomináveis ao Senhor.
OBS: a definição da Enciclopédia Britânica (BARSA) para FESTA RELIGIOSA é: Um dia consagrado à memória ou à comemoração de um evento histórico religioso.
- Dt 32.17; Sl 106.36; 1 Co 10.20,28 – Por traz de cada ídolo há demônios que estão agindo, os quais são seres sobrenaturais controlados pelo Diabo. Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios.
Ex: Alguns “santos” da Igreja Católica e sua correlação com entidades espíritas:
- Iemanjá x Senhora Aparecida.
- Xangô x São Jerônimo.
- Oxossi x São Sebastião.
- Iorí x Cosme e Damião.
4. A CELEBRAÇÃO DO “DIA DE SÃO JOÃO”
Registros históricos declaram que no século sexto, missionários foram enviados para o norte da Europa para juntar pagãos ao grupo romano. Eles descobriram que o dia 24 de junho era muito popular entre esses povos, pois era quando ocorria o solstício de verão (solstício: época em que o sol afasta-se o máximo possível da linha do equador). Procuraram, então, cristianizar este dia, mas como? Por esse tempo o 25 de dezembro havia sido adotado pela igreja romanista como o natalício de Cristo. Desde que 24 de junho era aproximadamente seis meses antes de 25 de dezembro, por que não chamar este o natalício de João Batista? João nasceu, devemos lembrar, seis meses antes de Jesus (Lc. 1:26,36). Assim sendo, o dia 24 de junho passou a ser conhecido no calendário papal como sendo o Dia de São João.
Na Bretanha (Inglaterra), antes da entrada do cristianismo, o 24 de junho era celebrado pelos druidas com fogos de artifícios em honra ao deus Baal. Quando este dia tornou-se dedicado a São João, os fogos sagrados também foram adotados e tornaram-se “as fogueiras de São João”!
Ainda hoje o dia 24 de junho é largamente celebrado na Escandinávia, na Alemanha e na Finlândia com fogueiras pagãs. A história relata que até o século passado os camponeses da Finlândia praticavam encantamentos mágicos durante o solstício de verão, a fim de obterem maior fertilidade nos animais.
No Brasil as “festas juninas” são realizadas em todo o país no mês de junho (daí o nome “juninas”, e culminam no Dia de São João). O principal momento da festa é a quadrilha, em que vários casais vestidos de caipira encenam uma cerimônia de casamento (que normalmente não acontece).
CONCLUSÃO:
1. NÃO PODEMOS AGIR COMO IGNORANTES (Ingênuos, imprudentes, néscios) – Ef 6.2; Ef 5.15; 2 Co 2.11; Ef 4.27
2. SE TEMOS O CONHECIMENTO DE QUE ALGO É CONSAGRADO A ÍDOLOS, DEVEMOS NOS ABSTER – 1 Co 10.27,28; 2 Co 6.14-17; Ef 5.11
3. TEMOS A RESPONSABILIDADE DE ENSINAR NOSSOS FILHOS A SE POSICIONAREM – Não podemos transferir para a Igreja a responsabilidade que é nossa – Dt 6.3-9; Pv 22.6
4. PRECISAMOS FUGIR DE TODA A APARÊNCIA DO MAL – 1 Co 10.23-33; Pv 6.28
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Davi de Sousa é pastor da Comunidade Nova Aliança em Londrina/PR desde 1998 e um dos integrantes da Equipe Apostólica do MFI-Brasil. É casado com Mônica e tem 3 filhos: Pedro, Ana e André.
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FONTES DE PESQUISA:
- Babilônia: A Religião dos Mistérios – Ralph Woodrow.
- Enciclopédia Britânica – BARSA.
- Enciclopédia de Bíblia e Filosofia 0- R. N. Chaplin e J. M. Bentes.
- A Sabedoria das Runas (livro secular).
- A Umbanda e as Suas Ordens (livro secular).
Trocando os Jugos Com Jesus – por Luciano Subirá
Por: Luciano Subirá /Orvalho.com
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”. (Mateus 11.28-30)
Esta é uma das mais belas promessas de Jesus que a Igreja do Senhor tem proclamado aos necessitados. Oramos por cura e libertação porque é a vontade de Deus socorrer o homem. Ministramos em outras áreas de necessidade porque está claro que Deus quer intervir assim na vida do homem.
Nossa ênfase neste estudo não é diminuir a importância dos milagres e nem tampouco atacar as igrejas que proclamam esta mensagem. Eu particularmente acredito e pratico esta ênfase. Amo ministrar cura às pessoas. Amo ministrar libertação. Amo proclamar a fé que rompe e nos leva à vitória em todas as áreas. A Igreja recebeu esta comissão de Jesus Cristo:
“A estes doze enviou Jesus, dando-lhes as seguintes instruções: Não tomeis rumo aos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos; mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel; e, à medida que seguirdes, pregai que está próximo o reino dos céus. Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai”. (Mateus 10.5-8)
Quando o Evangelho chega a alguém, deve trazer juntamente com a pregação do Reino de Deus a demonstração do amor e do socorro de Deus aos homens agindo em outras áreas de necessidade. O apóstolo Paulo classificou a importância dos sinais como “demonstração de Espírito e poder” para que a fé das pessoas não se apoiasse em palavras persuasivas de sabedoria humana (1 Co 2.4,5).
DUAS PROPOSTAS DISTINTAS
Mas apesar de tudo isto, percebo em nossos dias uma ênfase desequilibrada na pregação de Mateus 11.28-30. Os pregadores de uma forma geral, só baseiam suas mensagens na primeira proposta de Jesus. Contudo, este texto apresenta duas propostas distintas:
1) Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei;
2) Tomai sobre vós o meu jugo e encontrareis descanso para as vossas almas;
Mais do que o alívio prometido para aqueles que vão a Jesus, há uma dimensão de descanso para aqueles que tomam o seu jugo. Ou seja, por mais clara que seja a ênfase bíblica de se acentuar a mensagem de intervenção divina nas necessidades humanas, nunca podemos perder de vista que isto está ligado à chegada ou aproximação das pessoas ao evangelho. Depois, temos uma mensagem de compromisso, simbolizada na troca de jugos que Jesus propôs. E para todo aquele que adentra a dimensão de compromisso, há uma medida maior de manifestações de Deus, que foi chamada de descanso para a alma.
Qual a diferença entre alívio e descanso?
Numa certa ocasião precisei empurrar um carro que não funcionava, e tive que fazer muita força por não dispor de outros para ajudarem. Quando parei de empurrar o carro tive o alívio; como foi bom parar de fazer tanta força. O coração tinha vindo na boca! Minhas pernas estavam moles e terrivelmente afadigadas. Mas o descanso mesmo levou uns dois dias para acontecer; foi quando as dores das pernas passaram e eu me recompus de verdade.
Em outra ocasião, vi alguém se afogando no mar e me atirei na missão de salva-lo. O mar puxava tanto que já seria difícil voltar nadando sozinho, quanto mais com alguém a tiracolo! Me esforcei muito consegui fazer metade do trecho de volta à praia, até que os bombeiros que haviam sido chamados para socorrer o afogado chegaram, e acabaram tirando nós dois… quando saí da água não conseguia sequer ficar de pé, foi uma verdadeira exaustão. E deitar naquela areia nos próximos quinze minutos foi o que chamo de alívio. Mas o descanso mesmo levou uns três dias para se manifestar por inteiro. Foi quando as dores musculares foram embora e consegui me imaginar nadando novamente.
VINDE A MIM
Ao dizer “vinde a mim todos os que estão cansados e oprimidos”, Cristo mostrou a necessidade de levarmos as pessoas a Ele com uma proposta de solução dos problemas. Portanto, é bíblico enfatizar os milagres e intervenções de Deus ao pregarmos a Cristo.
Infelizmente há muitas igrejas que parecem querer fazer com que as pessoas acreditem que o alívio é proporcionado por elas. Dizem: “venha para a (nossa) igreja tal, e você será mudado, abençoado, curado, etc”. Mas o verdadeiro alívio só ocorrerá quando a pessoa for a Cristo, independentemente de onde o encontre. É claro que há igrejas que atraem as pessoas a si para depois leva-las a Jesus, mas o que não podemos perder de vista é que não há proposta evangelística sem alívio.
O Senhor Jesus prometeu isto e se incumbirá de fazer com que seja assim. Não é errado enfatizar isto, mas o que freqüentemente fazemos de errado é omitir o restante da proposta de Jesus.
EU VOS ALIVIAREI
Como já afirmamos, o alívio é uma dimensão de socorro. É o toque inicial de Jesus na vida de alguém. É depois deste toque, que normalmente vemos alguém falando de mudança de vida, do abandono dos vícios e pecados, da restauração do casamento, da cura recebida ou da libertação efetuada.
O alívio são o que podemos chamar de primeiros socorros, mas não englobam tudo aquilo que Deus deseja fazer na vida de alguém. É um excelente começo, mas não a obra completa.
A Igreja do Senhor em nossos dias tem amargado a triste experiência de um grande número de crentes que nunca chegam à plenitude do que Deus tem para suas vidas justamente por nunca ter oferecido uma proposta que os leve além do alívio.
O alívio se experimenta quando a pessoa vai a Cristo. Mas o descanso, aquela dimensão mais profunda do que Deus tem, só se recebe quando a pessoa decide tomar sobre si o jugo proposto por Jesus.
Portanto, a única forma de ir além do alívio, é aceitando o jugo de Jesus. É fazendo a troca. Deixamos aos pés d´Ele o nosso e tomamos sobre nós o jugo d´Ele.
TOMAI SOBRE VÓS O MEU JUGO
O que é tomar o jugo nesta mensagem de Jesus? Como ilustração natural (de um paralelo espiritual) o jugo fala de união. O jugo era uma peça de madeira usada pelos agricultores da época para unir dois animais que puxavam o arado. Com um boi puxando o arado o trabalho tinha um ritmo mais lento, mas com dois agilizava. Alguns usavam várias juntas de bois, como é o caso de Eliseu, antes de seu chamado ao ministério (1 Re 19.19-21). O jugo obrigava os animais a caminharem juntos na hora do trabalho. Era uma forma de prender um ao outro e força-los a andarem juntos, no mesmo compasso e direção. As Escrituras usam a expressão “jugo” para falar de união, vínculo e sociedade:
“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. (2 Coríntios 6.14-16)
Ao usar o termo “jugo desigual”, a Bíblia está dizendo que assim como não se usava um jugo entre animais diferentes, como um cavalo e um boi, ou um jumento e um cavalo, por exemplo, assim também há uniões que estão fadadas a não darem certo entre os homens. Um jugo com animais diferentes não se encaixava direito, não permitia igualdade de altura e nem de compasso entre os animais.
O apóstolo Paulo emprega vários outros termos sinônimos para jugo ao fazer a comparação de união entre crentes e incrédulos: sociedade, comunhão, harmonia, união, ligação.
O próprio termo “cônjuge” que usamos para se referir ao marido ou mulher, quer dizer “companheiro de jugo”, alguém que anda com o mesmo jugo.
Muitas vezes, por ser uma ferramenta que prendia o animal, a expressão pode aparecer na Bíblia se referindo não só a compromisso, mas a uma carga ou peso, ou ainda a algo que prende alguém:
“E acontecerá, naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo, do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção”. (Isaías 10.27)
Quando o Senhor Jesus fala do jugo, está falando de tudo isto. Ele se refere a alguém que vêm com uma carga nos ombros, oprimido pelo peso e cansado. Então promete alívio, ou seja, se compromete a tirar a prisão e o peso de quem quer que o procure.
Mas a proposta de Jesus não é deixar os ombros e o pescoço de ninguém livre. Ele se propõe a tirar nosso jugo para que a gente consiga carregar o dele. Na verdade, Ele está propondo uma troca: deixe o seu e leve o meu.
Talvez alguém se questione: qual é a vantagem de trocar os jugos?
A resposta foi dada pelo próprio Jesus: “o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. O que Ele nos propõe também é uma prisão e uma união. Porém, diferente da prisão e união com o pecado e as coisas mundanas, seu jugo nos abençoa. O Senhor está falando de compromisso.
ACHAREIS DESCANSO PARA A VOSSA ALMA
O alívio é uma espécie de selo e aval de Deus para a mensagem evangelística que foi pregada. A Palavra de Deus sempre é acompanhada de sinais:
“E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam”. (Marcos 16.20)
Além deste relato de Marcos, encontramos o mesmo princípio em Hebreus:
“como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade”. (Hebreus 2.3,4)
Mas o compromisso das pessoas em corresponder com Deus e seus milagres gera um ciclo de milagres, onde seremos levados a provar manifestações maiores ainda. É a dimensão de descanso prometida por Jesus.
É quando nosso caráter realmente passa por mudanças; não só naquelas áreas de “grandes erros” mas também nos pequenos detalhes.
É quando o casamento recebe mais do que os primeiros socorros e passa por um momento de profunda reforma e restauração.
É quando vencemos o pecado, em vez de só receber perdão por eles.
É quando caminhamos em vitórias constantes e vemos milagres maiores.
Tanta coisa podia ser dita desta dimensão de intervenção de Deus! Mas a que talvez mais mereça a nossa atenção é o fato de que, com tudo o que provamos na dimensão de alívio, nosso coração ainda tem fome e sede por mais. Fomos desenhados e planejados por Deus desde a criação para andarmos na sua abundância, e nada contentará nosso coração enquanto não rompermos de fato neste nível.
Vemos este ciclo progressivo acontecendo também a Éfeso, mediante o ministério do apóstolo Paulo. Quando o apóstolo Paulo chegou em Éfeso e começou a pregar o evangelho, os sinais estavam acompanhando-o. No primeiro batismo que realizou, foram todos batizados no Espírito Santo e profetizaram (At 19.5,6). Os sinais estavam indicando o caminho. Paulo continua pregando na sinagoga, mas não existe correspondência por parte da maioria do povo, e nada mais parece ter acontecido nos próximos três meses. Então Paulo chama os comprometidos e investe em suas vidas para firmá-los ainda mais:
“Durante três meses Paulo frequentou a sinagoga, onde falava ousadamente, dissertando e persuadindo, com respeito ao reino de Deus. Visto que alguns deles se mostravam empedernidos e descrentes, falando mal do Caminho diante da multidão, Paulo, apartando-se deles, separou os discípulos, passando a discorrer diariamente na escola de Tirano.” (Atos 19.8)
Durante dois anos este grupo foi diariamente ministrado, e a correspondência deles gerou o ciclo progressivo de milagres, e eles entraram numa dimensão aparentemente inédita tanto para eles como para o apóstolo Paulo. A Bíblia chama de milagres “extraordinários” o que este grupo de irmãos de Éfeso passou a experimentar e, com isto define dois tipos de milagres: o ordinário e o extraordinário. Milagre ordinário é aquele que pertence ao cotidiano da igreja e das pregações. Trata-se daquele tipo de manifestação que é mais frequente e comum. Há, porém, um outro nível de manifestação do sobrenatural que é classificada como incomum, ocasional. Não é aquele tipo de milagre que se vê com frequência, está num nível mais elevado, por assim dizer. O ciclo progressivo de milagres em Éfeso os levou a esta dimensão depois do compromisso com o caminho:
“E Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários, a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas e os espíritos malignos se retiravam.” (Atos 19.11,12)
Se conscientizarmos a Igreja do Senhor em nossos dias a voltar-se para Deus em compromisso genuíno e verdadeiro com Jesus (e seu jugo), entraremos numa dimensão ainda maior de milagres. Muitas curas, milagres, libertações e manifestações do poder de Deus tem sido provadas na igreja brasileira e também ao redor do mundo. Mas não podemos parar por aqui. Senão, além de desperdiçarmos o mover de Deus, ainda impediremos os milagres extraordinários de terem seu lugar em nosso meio.
PORQUE MEU JUGO É SUAVE
Compromisso é compromisso, e o que Jesus está propondo é isto. O compromisso nunca é totalmente agradável; sempre terá um caráter de jugo, porém diferente de qualquer outro, pode ser chamado de leve e suave.
Não há como fugir do senhorio de Cristo. Não como querer uma vida vitoriosa, na plenitude de Deus, sem obediência a Ele. O apóstolo João falou sobre isto em sua primeira epístola:
“Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”. (1 João 5.3,4)
Ao falar que os mandamentos de Deus não são penosos, o apóstolo está enfatizando que, embora haja uma dimensão de compromisso, ela não chega a ser pesada. E que podemos ter uma fé firme que vence o mundo e nos guarda em obediência à verdade.
Vale a pena se comprometer com Deus. A recompensa para quem permanece firme e compromissado com Cristo, é muito maior do que a recompensa que aquele que vai a Ele pela primeira vez chega a desfrutar.
Deus não é injusto. O descanso para aquele que se firma é uma dimensão muito mais rica e profunda do que o alívio que recebem os que estão se chegando a Cristo agora.
Que isto lhe sirva de estímulo à medida que você se consagra e se compromete mais e mais com o Senhor Jesus!
(extraído do livro “A Outra Face dos Milagres”)
Autor: Luciano P. Subirá. É o responsável pelo Orvalho.Com – um ministério de ensino bíblico ao Corpo de Cristo. Também é pastor da Comunidade Alcance em Curitiba/PR. Casado com Kelly, é pai de dois filhos: Israel e Lissa.
Potencial, Paixão, Propósito
Por: Dan Duke / Uma Chamada para as Nações
Algumas coisas aprendemos bem cedo na vida, como não brinque na rua ou não enfie um objeto na tomada. Outras coisas aprendemos mais tarde. Comigo este tem sido o caso.
Eu tenho tido o privilégio de ser uma referência, um mentor e pai espiritual a centenas de pessoas no passar dos anos. Isto é algo pelo qual sou grato e nos últimos anos pessoas em quem eu conseguia ver potencial sempre me impressionaram. Eu as encorajei fortemente a desenvolverem o seu potencial e encontrarem o seu propósito de vida.
Suponho que algumas das minhas maiores decepções foram causadas por aqueles em quem eu vi potencial. Eu ainda não consigo explicar porque demorei tanto para perceber que todos têm potencial, e isto por si só significa praticamente nada. Todos têm potencial!
O que me atrai agora é a paixão. Mostre para mim uma pessoa com uma paixão e eu mostrarei a você um vencedor. Paixão é o combustível que queima no coração de cada vencedor. Apresente a mim um homem com paixão e eu mostrarei a você um homem, ou uma mulher, que moverão céus e terra para alcançar o seu objetivo.
Um livro recentemente publicado é o resultado da investigação do autor deste livro em diferentes regiões do mundo. Ele entrevistou os mais influentes, os mais bem-sucedidos de cada área, pessoas que fizeram uma diferença significativa em seu mundo. Estas pessoas formavam um grupo diversificado, homens e mulheres de negócios, artistas, políticos, esportistas e outros.
Embora cada um dos entrevistados possuía as suas características particulares, uma coisa, eu repito, uma coisa que todos tinham em comum era paixão. Eles todos acreditavam em si mesmos e todos possuíam um sentido claro de propósito de vida e uma paixão ardente para atingir os seus objetivos.
Quando jovem ministro do evangelho, eu fui consumido por uma paixão pelas nações do mundo. O meu sonho era viajar livremente às nações e pregar o evangelho às multidões. Eu tenho vivido o meu sonho em mais de cinqüenta nações do mundo.
Contudo, da mesma maneira eu poderia ter sonhado um dia ser um médico, ou professor, ou fazer uma faculdade, ou prestar algum tipo de serviço à humanidade. Falar de paixão não está limitado ao que frequentemente é chamado de “ministério” ou à alguma atividade cristã como é costumeiramente conhecida.
Ter paixão é descobrir a razão pela qual você foi criado por Deus e qual é o propósito da sua existência. Está na hora de pensarmos além da caixa e entender que Deus tem pessoas em cada reino deste mundo. Os cristãos cometem o erro de separar o sagrado do secular. Aos cristãos dedicados tudo é sagrado. Quer você sirva a Deus em um púlpito ou em um escritório tudo é santo para o Senhor.
Quando você descobre a sua paixão e vive para ela, você remove os limites daquilo que é impossível. Muitas coisas das quais desfrutamos hoje eram impossíveis a uma geração passada, a não ser para aqueles que se recusaram a aceitar o impossível e permitiram que sua paixão invadisse novos territórios de invenções.
Se hoje eu pudesse te dar um conselho seria este: identifique a sua paixão e corra atrás dela. Escreva sua paixão em um papel. Medite sobre isto. Permita que ela viva no incubador do seu espírito humano.
Pelo o quê você viveria, ou morreria? Você sacrificaria qualquer coisa para alcançar o quê? O que te faz chorar quando você pensa profundamente a respeito? Isto, meu amigo, é a sua paixão e a sua paixão é o seu chamado.
Extraído do site: www.somdachuva.com.br
Os próximos mil passos
Por Rodrigo Arrais – Pastor da Rede de Jovens na IBA-Angelim
O conteúdo dos ensinamentos de Jesus é simples. O homem acostumado com filosofias intrincadas e discursos difíceis pode, em um primeiro encontro, decepcionar-se com a maior parte daquilo que Ele ensinou. Por outro lado, um olhar mais demorado poderá encontrar na simplicidade de Jesus caminhos para uma existência com propósitos. Ensinando novos convertidos hoje, no curso das águas (nosso preparatório para o batismo), fui lembrado disto pelo Espírito. Os princípios universais estão lá na pregação do Mestre, sendo proclamados para as multidões de famintos nas montanhas, alguns provérbios conhecidos do mundo antigo se fazem presente, como não poderia deixar de ser. Estes princípios estão revelados nos evangelhos e em várias passagens tanto na vida do próprio Jesus, quanto na dos discípulos.
É quase inconcebível que na mesma proporção da simplicidade do princípio se coloca a dificuldade de sua execução. Parece que temos uma preferência doentia por coisas complicadas. Conheço pessoas que não conseguem ser cristãs por que acham o tipo de relacionamento com Deus que o cristianismo propõe fácil demais! Este tipo de pessoa quer mesmo é a confusão dos sacrifícios noturnos, danças ritualísticas e banhos de urina, além de um conjunto de rezas e confissões. Conheço algumas igrejas pretensamente cristãs que complicam as coisas um pouco, um pouquinho só, para agradar o gosto natural do povo. Daí nascem as correntes e campanhas sem fim. Tudo com o objetivo de conseguir algo que se conseguiria com uma oração de fé. Enfim, somos complicados. Deus não.
Um dos princípios mais radicais que Jesus veio estabelecer é o do semear e colher. Muito se tem estudado e pregado sobre o assunto. As implicações deste princípio na área financeira são óbvias e, quase todo pregador já abordou o tema deste jeito. No entanto, existe outro lado neste assunto, meio esquecido, mas tão importante quanto os frutos do semear financeiro. O amor é a maior semeadura que podemos fazer. Dela nascem os frutos poderosos do testemunho e da vida de Deus.
Semear amor é doloroso. Quando falamos de amor logo aparece na mente do leitor aquela sensação romântica. Esqueça este tipo de amor-romântico porque ele não se encaixa aqui. O amor que precisamos semear é o da vontade. Este foi o ensino revolucionário de Jesus que, na época da lei de talião, veio pregar a lei “dê a outra face”. O principio carnal do “olho por olho” estava no auge quando o Mestre veio proclamar a mudança de direção. “Agora”, proclamou ele, “você deve andar a milha extra”.
“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil. Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes. Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos. Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? não fazem os publicanos também o mesmo?” ( Mateus 5:38-46)
Esta é verdadeiramente uma semeadura radical. Ela não nasce de uma semente pré-existente de amor, fruto de um ato bondoso em nosso favor. Ela nasce da perseguição. Este amor existe somente em nós e transforma-se em semente através de uma resposta diferente. Orar pelos que nos perseguem é uma forma de semear o amor de Deus em dimensões completamente novas. Melhor do que a semente da palavra, a atitude de amar os que nos perseguem e plantar vida neles, através da tempestade, pode mudar seus destinos para sempre.
Pronto. Acabamos de fazer uma reflexão rápida sobre a semeadura de amor. Ela não é para os que nos amam, mas sim, para aqueles que nos odeiam. É este o tipo de coisa sobre que Jesus veio ensinar. Na sua teoria é bem simples e consiste em retribuir sempre o mal com o bem. Orar e amar, pela vontade, aqueles que nos perseguem. Na prática, leva tempo para fazer destas nossas sementes, as poderosas geradoras de vida que devem ser. Por outro lado, ser discípulo de Jesus é colocar em prática o que ele ensinou. Comece hoje orando por aqueles que te perseguem, dando vida nova a quem te nega amor e entregando a túnica a quem te pede muito menos. Afinal, alguém precisa começar a andar os próximos mil passos.




